terça-feira, 1 de julho de 2014

Futebol e Corrupção igual a Politica no Brasil -Valcke admite que há resultados manipulados e que é difícil impedir isso.


10.jun.2014 - Jerome Valcke, secretário-geral da Fifa, participa do Congresso da Fifa em São Paulo
A Fifa está preocupada com a existência de resultados manipulados no futebol. A afirmação foi feita nesta terça-feira por Jérôme Valcke, secretário-geral da entidade, que admitiu dificuldade para controlar a máfia de apostas no esporte.
"Isso existe, e é algo que não vamos conseguir eliminar 100%. Isso acontece em alto nível e em níveis menores. O que nós podemos fazer é controlar as apostas legais. Trabalhamos com duas empresas que monitoram isso pelo mundo, mas é muito difícil lutar contra o que é feito por baixo dos panos", reconheceu Valcke em entrevista ao "Sportv".
O assunto surgiu por causa de uma denúncia da revista alemã "Spiegel". Segundo a publicação, o jogo entre Camarões e Croácia, válido pela primeira fase da Copa de 2014, pode ter sido manipulado.
A suspeita da revista é baseada no relato de um integrante de uma máfia de apostas. Segundo ele, jogadores da equipe africana foram incitados a participar de uma combinação para que o duelo terminasse com vitória dos croatas por 4 a 0.
Dias antes, a própria Fifa havia admitido que outro jogo de Camarões era de "alto risco" sobre manipulação. A entidade revelou temor sobre o duelo dos africanos com o Brasil, válido pela última rodada da fase de grupos.
"Existe uma vulnerabilidade", reconheceu Ralf Mutschke, chefe de segurança da Fifa. Segundo ele, o temor era baseado nas condições da seleção de Camarões, que já estava eliminada e ainda enfrentava racha interno e problemas sobre premiação.


FONTE: http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/07/01/valcke-admite-que-ha-resultados-manipulados-e-que-e-dificil-impedir-isso.htm

Governo Federal não se importa de deixar a Saúde Pública na sarjeta!! -TCU aponta que faltam médicos e enfermeiros em 81% dos hospitais-gerais do SUS

TCU aponta que faltam médicos e enfermeiros em 81% dos hospitais-gerais do SUS.
Auditoria mostra que faltam medicamentos e ataduras em 56% dos estabelecimentos, por falhas em licitações POR 26/03/2014 18:17 / ATUALIZADO 



Paciente aguarda com a família atendimento no hospital de Base de Brasília
Foto: Givaldo Barbosa / Arquivo Globo - 01/07/2011






BRASÍLIA - A realidade de penúria nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), vivenciada diariamente pelos brasileiros que dependem da saúde pública, aparece com clareza numa auditoria inédita do Tribunal de Contas da União (TCU), aprovada nesta quarta-feira pelo plenário do tribunal. Depois de visitarem 116 hospitais-gerais e prontos-socorros em todas as unidades da federação, os auditores do TCU concluíram que 81% das unidades têm déficit de médicos e enfermeiros e em 56% faltam remédios e ataduras em razão de falhas nas licitações.

A falta de equipamentos mínimos, como monitores e ventiladores pulmonares, leva ao bloqueio de leitos em 77% das unidades visitadas. Na gestão da presidente Dilma Rousseff, a quantidade de leitos ofertados pelo SUS diminuiu 3,2%. São 11,5 mil leitos a menos de 2010 para 2013, como cita a auditoria aprovada em plenário. A redução ocorreu em basicamente todo tipo de internação. No ano passado, a média no Brasil era de 2,51 leitos por mil habitantes. A média dos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi de 4,8 leitos. Na União Europeia, chegou a 5,3. A auditoria aponta que, segundo a OCDE, nos últimos dez anos, foi registrada queda média de 2% ao ano no número de leitos nos países da União Europeia.
O TCU também fiscalizou a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, cujo conselho é formado por quatro ministros – da Saúde, Casa Civil, Justiça e Fazenda. No relatório votado pelos ministros, são reproduzidas as últimas auditorias feitas no colegiado, responsável por definir o preço máximo de comercialização de medicamentos no país.

Numa comparação com outros nove países que também têm esse tipo de regulação, os auditores constataram que o Brasil tem 23 remédios – de um grupo de 50 mais comercializados – com o maior preço de mercado. Destes 50 princípios ativos, 43 têm preço acima da média internacional. Somente dois têm o menor preço no Brasil.
Os hospitais visitados têm um agudo quadro de superlotação das alas de emergência. A frequência com que a ocupação desses leitos excede a capacidade máxima é de 64%, conforme questionários respondidos pelos gestores das unidades. De cada dez hospitais, oito têm como principal motivo para o bloqueio de leitos a falta de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. Já em seis, dentre dez unidades, o atendimento é inadequado por conta de equipamentos antigos ou desatualizados.
No caso da atenção básica em saúde, as unidades têm dificuldades de atrair ou fixar os profissionais de saúde e também falta dinheiro para custear o Programa Saúde da Família. Esta é a realidade em 65% dos hospitais visitados.
O TCU ainda vai aprofundar o estudo para, então, fazer determinações e recomendações ao Ministério da Saúde. Os próximos relatórios vão detalhar o impacto das políticas públicas adotadas pelo ministério. A pasta ainda não se pronunciou sobre a auditoria aprovada nesta quarta.




Manifestações não são crimes contra a segurança nacional, decide juiz

Quem pagou o advogado?? lembrando que o advogado é mesmo criminalista de alguns casos de corrupção, e da Susane Richtofen (leiam após a matéria).



Manifestantes não podem responder a processo por crimes contra a segurança nacional, previstos na Lei 7.170 de 1983, mesmo que tenham depredado patrimônio público. Isso porque o vandalismo, isoladamente, não pode ser enquadrado como crime de sabotagem. A decisão é do juiz Marcos Vieira de Moraes, do Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária de São Paulo, que determinou o trancamento do inquérito contra a estudante Luana Bernardo Campos, presa em outubro de 2013, durante um protesto na capital paulista.
Luana (foto) e seu namorado foram indiciados com base na Lei de Segurança Nacional porque, segundo a polícia, eles teriam depredado uma viatura policial. Para o juiz Marcos Moraes, porém, as provas apresentadas — uma câmera apreendida com a estudante continha fotos de uma viatura sendo depredada — eram insuficientes. Além disso, “a conduta isolada de depredar, queimar ou destruir uma única viatura policial” não basta para tipificar o crime previsto na lei, pois o bem jurídico tutelado por ela é mais abrangente, atingindo a própria segurança nacional.
A defesa da estudante foi feita pelos advogados Alberto Zacharias ToronLeopoldo Stefanno Louveira e Armando de Oliveira Costa Neto, do Toron, Torihara e Szafir Advogados. Em petição, os defensores afirmam que ela foi presa e indiciada “apenas porque estava presente na manifestação e registrou com sua câmera diversos atos de vandalismo, sem deles participar”. Ainda que tivesse participado, argumentam, a lei visa proteger “construções e serviços de grande porte e de manifesta importância tanto econômica quanto de planejamento da própria segurança nacional”, e não uma viatura policial.
A acusação contra Luana não se baseou apenas na Lei de Segurança Nacional, apontada como resquício da ditadura por entidades ligadas a direitos humanos. A estudante de Moda também foi acusada de dano ao patrimônio público, previsto no inciso III do artigo 163 do Código Penal. Quanto a isso, no entanto, o juiz apontou que não há o mínimo de indícios que ela teria sido autora do delito, pois ter uma câmera com fotos de um crime é insuficiente para servir de elemento indiciário.
“Certamente o lamentável ato de vandalismo foi registrado por inúmeros fotógrafos profissionais e amadores, os quais, obviamente, não podem ser considerados autores, partícipes ou cúmplices do crime registrado nas imagens que estamparam os noticiários de vários meios de comunicação impressos e televisivos”, afirma Marcos Moraes, eu sua decisão.
Poesia proibida Além da câmera, Luana, que tinha 19 anos à época, também carregava um livro de poesia em tom de protesto. Isso bastou para que fosse acusada também de incitação ao crime. A “cartilha”, no entanto, não contém texto incitando a prática de crimes durante as manifestações. A tentativa da polícia de apontar o que na ditadura seria chamado de “material subversivo” também não prosperou. Segundo o juiz, “o simples ato de trazer na mochila um manifesto em poesia com conotações de protesto, sem conferir a ele publicidade a um número indeterminado de pessoas, ” não tipifica o crime.
Como a estudante e seu namorado foram presos carregando latas de spray de tinta, o inquérito policial também acusa a estudante de pichação. No entanto, mais uma vez, não há provas de que ela tenha pichado qualquer prédio, apenas fotos em sua câmera, que mostram seu namorado pichando caixas de correio. “Para ser considerada coautora ou partícipe é imprescindível que haja uma efetiva contribuição causal”, lembra o juiz, ao apontar que a possível conivência não pode ser vista como coautoria.
A falta de provas, apontada por todas as 14 páginas da decisão, também fez com que fossem descartadas as acusações de posse ilegal de armas. A acusação com base no artigo 16 da Lei 10.826/2003 foi feita porque, na mochila do namorado de Luana, foi encontrada uma granada, já deflagrada, ou seja, já usada. Assim, além de não estar em posse de Luana, o próprio artefato já não tinha qualquer potencial ofensivo.
Também não foram aceitas pelo juiz as acusações de que a estudante teria cometido o crime de formação de quadrilha. Isso porque, segundo Marcos Moraes, as provas testemunhais e periciais “não trazem indícios mínimos de que Luana fosse integrante de grupo conhecido como Black Block e, principalmente, tenha se associado de forma estável e permanente, com três ou mais pessoas com o intuito de praticar crimes”.
Assim, o juiz determinou o trancamento do inquérito policial. A decisão não é definitiva, uma vez que o Tribunal de Justiça ainda dará a palavra final acerca da matéria, mas já é comemorada pelos advogados da estudante. No pedido de Habeas Corpus, os profissionais afirmam que a prisão se deu porque policiais “após tomarem conhecimento que os integrantes deste grupo autodenominado ‘Black Block’ haviam danificado a viatura daquele Distrito Policial (...) saíram à caça de alguém para atribuírem a responsabilidade, não importasse a que custo”.
Sobre o Advogado de Defesa..
Atuou na defesa dos juízes Nicolau dos Santos Neto e João Carlos da Rocha Mattos (Operação Anaconda) , bem como na acusação contra Suzane Richtofen . Está entre os 10 advogados criminalistas mais admirados no Brasil, segundo aAnálise Advocacia 2011 - Os Mais Admirados do Direito, com base em respostas de mais de 1.500 empresas brasileiras  .
Defendeu o ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, que entregou a Palocci o extrato obtido com quebra ilegal de sigilo de Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, e atuou também na defesa do deputado João Paulo Cunha (PT-SP).
Foi o advogado de Carlos Martins, chefe do escritório de "private banking" do Credit Suisse em São Paulo, numa acusação de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de divisas. .
Em junho de 2012, atuava na defesa de João Paulo Cunha no caso do Mensalão

A CAMPANHA SECRETA DE FHC PRÓ LULA EM 2002





Livro de Matias Spektor narra, esforços de Fernando Henrique Cardoso e Lula para convencer George W. Bush e financistas dos EUA de que a vitória do petista em 2002 não levaria o Brasil ao caos econômico. Além de garantir governabilidade frente à potência, conseguiu os desempenhos que tanto se gloria o ex presidente lula. 
Em junho de 2002, em pleno fragor da campanha eleitoral, George Soros, declara: Se lula ganhar a politica o Brasil está condenado a mergulhar no caos.

Segundo ele O caos viria assim: os mercados achavam que Lula daria o calote quando assumisse e tratavam de se prevenir, apostando contra o Brasil -ou, mais especificamente, contra o real.
A profecia do financista esteve na iminência de se cumprir. A conspiração contra o Brasil produziu os seguintes resultados: 
1 - O dólar, no dia de junho em que foi publicada a reportagem com Soros, estava em R$ 2,636. Em dezembro, saltara para as imediações de R$ 3,55. 
2 - O risco-país, que mede quanto um dado país tem de pagar a mais de juros sobre as taxas cobradas pelos Estados Unidos, estava nos 1.181 pontos quando Soros fez a afirmação. Em dezembro, saltara para 1.421 pontos. 
3 - Os juros básicos estavam em 18,5% e foram para 25%. 
4 - A inflação de maio, pelo IPCA (o índice que o governo usa para suas metas de inflação), fora de 0,21% e, no acumulado nos 12 meses até as vésperas do palpite de Soros, batera em 7,77%. Em novembro, último mês completo transcorrido desde então, o IPCA mensal foi para 3,02%, ou seja, multiplicou-se quase por 14, ao passo que o acumulado em 12 meses batia em 10,93%. 
Em meio a esse quase caos, Lula e os então presidentes Fernando Henrique Cardoso e George W. Bush, se encontraram para evitar que se cumprisse a profecia do caos formulada por Soros. 
Se Soros falava pelos mercados, havia ainda uma conspiração política contra o presidente eleito do Brasil, ao qual a direita do Partido Republicano dos EUA "tinha nojo". 

Mais que nojo, tinha horror, como se vê pela avaliação de Henry Hyde, então presidente da poderosa Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Deputados, para quem dizia que era "uma chance real de que Fidel Castro, Hugo Chávez e Lula da Silva possam constituir um eixo do mal nas Américas, assim como os extremistas árabes". 
"Lula despachou José Dirceu [que viria a ser o chefe de sua Casa Civil] para os Estados Unidos e acionou grupos de mídia e banqueiros brasileiros que tinham negócios com a família Bush. 
Disciplinou as mensagens de sua tropa e abriu um canal reservado com a embaixada americana em Brasília. Lula não fez isso sozinho. Operando junto a ele estava o presidente brasileiro em função -Fernando Henrique Cardoso. 
Feranando Henrique Cardoso enviou seu ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, em missão à Casa Branca para avalizar o futuro governo petista. 
O presidente também instruiu seu ministro da Fazenda, Pedro Malan, a construir uma mensagem comum junto ao homem forte de Lula, Antonio Palocci. 
Eles fizeram uma dobradinha para dialogar com o Tesouro dos Estados Unidos, o Fundo Monetário Internacional e Wall Street. 
Fernando Henrique ainda orientou Rubens Barbosa, seu embaixador nos Estados Unidos, a prestar todo o apoio a Lula." 
Entender os motivos de Lula para articular esse tipo de operação é muito fácil: não podia correr o risco de começar sua gestão com uma turbulência violenta nos mercados nem podia dar-se ao luxo de enfrentar uma Casa Branca que se revelasse hostil.

Mas, difícil mesmo é entender os motivos de Fernando Henrique Cardoso, que, afinal, fora derrotado com a derrota de josé serra, estava de saída e havia sido duramente criticado pelos petistas durante a campanha. 
"FERNanDO HENRIQUE CARDOSO não agiu por benevolência ou simpatia pessoal por Lula, mas por cálculo político ou por amor ao Brasil.

"FERNanDO HENRIQUE CARDOSO apelou para os Estados Unidos em nome de Lula porque a economia se encontrava na berlinda, e uma transição instável poderia destroçar o Brasil". 

Para tão abrangente reportagem, Spektor entrevistou, entre muitos outros, os dois presidentes que se envolveram na "conspiração do bem", o que estava no Palácio do Planalto (FERNanDO HENRIQUE CARDOSO) e o que logo ocuparia seu lugar (Lula). 

No lado norte-americano, o autor não chegou a George W. Bush, mas ouviu Condoleezza Rice, assessora de segurança nacional. 

A lista de entrevistados incluiu ainda diplomatas, congressistas, ministros, banqueiros, marqueteiros, jornalistas, acadêmicos, colunistas, agentes de inteligência e assessores presidenciais. 

Esse formidável elenco permitiu reconstituir o trajeto que Bush percorreu em relação ao presidente eleito no Brasil.



leiam...

RESUMO

Livro de Matias Spektor narra, pela primeira vez, esforços de Fernando Henrique Cardoso e Lula para convencer George W. Bush e financistas dos EUA de que a vitória do petista em 2002 não levaria o Brasil ao caos econômico. Além de garantir governabilidade frente à potência, o empenho garantiu a estabilidade do real.

Em junho de 2002, em pleno fragor da campanha eleitoral, George Soros, sinônimo mundial de megainvestidor (ou megaespeculador, como muitos preferem), solta o brado de guerra: o Brasil está condenado a eleger José Serra ou a mergulhar no caos, assim que um eventual governo Luiz Inácio Lula da Silva se instalar.

O caos viria, dizia Soros à Folha, por uma questão de "profecia que se autocumpre". Funcionaria assim: os mercados achavam que Lula daria o calote quando assumisse e tratavam de se prevenir, apostando contra o Brasil -ou, mais especificamente, contra o real.

A profecia do financista esteve na iminência de se cumprir. A conspiração contra o Brasil produziu os seguintes resultados:


1 - O dólar, no dia de junho em que foi publicada a reportagem com Soros, estava em R$ 2,636. Em dezembro, saltara para as imediações de R$ 3,55.

2 - O risco-país, que mede quanto um dado país tem de pagar a mais de juros sobre as taxas cobradas pelos Estados Unidos, estava nos 1.181 pontos quando Soros fez a afirmação. Em dezembro, saltara para 1.421 pontos.

3 - Os juros básicos estavam em 18,5% e foram para 25%.

4 - A inflação de maio, pelo IPCA (o índice que o governo usa para suas metas de inflação), fora de 0,21% e, no acumulado nos 12 meses até as vésperas do palpite de Soros, batera em 7,77%. Em novembro, último mês completo transcorrido desde então, o IPCA mensal foi para 3,02%, ou seja, multiplicou-se quase por 14, ao passo que o acumulado em 12 meses batia em 10,93%.

Em meio a esse quase caos, nasceu uma, digamos, conspiração do bem, tema do fascinante "18 Dias" [Objetiva, 288 págs., R$ 36,90], livro que está sendo lançado por Matias Spektor, professor adjunto de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas, colunista da Folha e um dos maiores especialistas atuais em política externa brasileira.

Trata-se de uma extraordinária e saborosa reportagem, na qual Spektor conta como se conjuraram personagens absolutamente insuspeitos de alinhamento político-ideológico, como Lula e os então presidentes Fernando Henrique Cardoso e George W. Bush, para evitar que se cumprisse a profecia do caos formulada por Soros.


Se Soros falava pelos mercados, havia ainda uma conspiração política contra o presidente eleito do Brasil, ao qual a direita do Partido Republicano dos EUA, relata o livro.

Mais que ojeriza, tinha horror, como se vê pela avaliação de Henry Hyde, então presidente da poderosa Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Deputados, para quem havia uma chance real de que Fidel Castro, Hugo Chávez e Lula da Silva possam constituir um eixo do mal nas Américas.

Como todo bom trabalho do gênero, o livro é um "furo" de reportagem, ao detalhar "o cuidadoso trabalho de bastidores" para desmontar as expectativas negativas.


Conta Spektor:

"Lula despachou José Dirceu [que viria a ser o chefe de sua Casa Civil] para os Estados Unidos e acionou grupos de mídia e banqueiros brasileiros que tinham negócios com a família Bush. Disciplinou as mensagens de sua tropa e abriu um canal reservado com a embaixada americana em Brasília. Lula não fez isso sozinho. Operando junto a ele estava o presidente brasileiro em função -Fernando Henrique Cardoso. FHC enviou seu ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, em missão à Casa Branca para avalizar o futuro governo petista. O presidente também instruiu seu ministro da Fazenda, Pedro Malan, a construir uma mensagem comum junto ao homem forte de Lula, Antonio Palocci.

Eles fizeram uma dobradinha para dialogar com o Tesouro dos Estados Unidos, o Fundo Monetário Internacional e Wall Street. Fernando Henrique ainda orientou Rubens Barbosa, seu embaixador nos Estados Unidos, a prestar todo o apoio a Lula."

Entender os motivos de Lula para articular esse tipo de operação é muito fácil: não podia correr o risco de começar sua gestão com uma turbulência violenta nos mercados nem podia dar-se ao luxo de enfrentar uma Casa Branca que se revelasse hostil. Mais difícil é entender os motivos de Fernando Henrique Cardoso, que, afinal, fora derrotado, estava de saída e havia sido duramente criticado pelos petistas durante a campanha.


Explica Spektor no livro:

"FHC não agiu por benevolência ou simpatia pessoal por Lula, mas por puro cálculo político. A sobrevivência do real e do programa tucano de reformas sociais dependiam da aceitação, nos mercados internacionais, de um governo brasileiro de esquerda. FHC apelou para os Estados Unidos em nome de Lula porque a economia se encontrava na berlinda, e uma transição instável poderia destroçar seu maior legado: a moeda estável".

Para tão abrangente reportagem, Spektor entrevistou, entre muitos outros, os dois presidentes que se envolveram na "conspiração do bem", o que estava no Palácio do Planalto (FHC) e o que logo ocuparia seu lugar (Lula).

No lado norte-americano, o autor não chegou a George W. Bush, mas ouviu Condoleezza Rice, assessora de segurança nacional.

AMBIGUIDADE

A lista de entrevistados incluiu ainda diplomatas, congressistas, ministros, banqueiros, marqueteiros, jornalistas, acadêmicos, colunistas, agentes de inteligência e assessores presidenciais. Esse formidável elenco permitiu reconstituir o trajeto que Bush percorreu em relação ao presidente eleito no Brasil.

No princípio, diz o livro, "Bush sabia pouco a respeito de Lula".A imagem que tinha do petista não era melhor nem pior do que aquela desenvolvida pelo establishment norte-americano ao longo dos anos. Acima de tudo, era ambígua.

Terminou chamando o então presidente brasileiro de "amigo", o que não é pouco para quem em tese estava na outra ponta do espectro ideológico. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, me contou, certa vez, ter ouvido de Bush: "Lula é de esquerda, mas é meu amigo".

Para Spektor, "a iniciativa conjunta de Lula e FHC teve uma consequência inesperada: levou a diplomacia norte-americana a reexaminar seu relacionamento com o Brasil e elevá-lo ao status de 'potência emergente' ainda em 2002, antes mesmo que a economia brasileira deslanchasse ou que a sigla Bric virasse moeda corrente" (a sigla ganharia um "s" o de South Africa, África do Sul, para somar-se a Brasil, Rússia, Índia e China).

O livro tem momentos de "thriller" político -como, por exemplo, quando narra o envolvimento de José Dirceu nos esforços para desmontar as desconfianças norte-americanas. Dirceu era o mais improvável dos interlocutores com os EUA: não falava inglês e, no início, não conhecia ninguém no país, como relata o livro.

Vale acrescentar que Dirceu se diz socialista, um palavrão feio para a direita republicana então no poder, fora guerrilheiro (outro anátema) e é amigo de Fidel Castro, o mais antigo inimigo dos EUA.


Ainda assim, o futuro chefe da Casa Civil de Lula ";pousou nos EUA em julho de 2002" e, "em apenas quatro dias, teve encontros com bancos, empresas, agências de 'rating', a sociedade civil e o governo americano. Em Nova York, conversou com gente do JP Morgan, Citigroup, Morgan Stanley, Lehman Brothers, ABN Amro, Bear Stearns, Alcoa e Moody's. Em Washington, visitou a central sindical americana AFL-CIO, o Banco Interamericano, o Departamento de Estado, o Tesouro, o Conselho Econômico Nacional e o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca".

Tornou-se, diz ainda o livro, "o primeiro cacique petista na história do partido a abrir caminho nos Estados Unidos". Não foi o único contato heterodoxo do líder petista. Dirceu foi também o canal para FHC "aproximar-se de Lula a partir do início de 2002, quando as pesquisas começaram a apontar sua provável vitória". FHC convidou Dirceu "para uma bateria de encontros privados. Dirceu entrava nos palácios presidenciais pela porta dos fundos ou no meio da noite, para não ser visto pela imprensa. Esses encontros eram ocasiões de conhecimento mútuo".

Dirceu à parte, Spektor relata que "os presidentes mantiveram controle pessoal da iniciativa, colocando homens de confiança no comando e impedindo que seus subordinados se engalfinhassem em conflitos dos quais os chefes poderiam sair perdendo".

Vistos os fatos com a distância que o tempo permite, parece hoje inacreditável que tucanos e petistas pudessem ter colaborado tão intensamente em algum momento da história recente.

CLÓVIS ROSSI, 71, é colunista da Folha.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2014/06/1477450-a-campanha-secreta-de-fhc-pro-lula.shtml




Revista alemã afirma que jogo do grupo do Brasil pode ter sido "comprado" -Será? no Brasil petralha não podemos duvidar de nada.

A revista alemã Spiegel afirma, em notícia divulgada neste domingo, que a seleção de Camarões pode ter perdido de propósito o jogo para a Croácia, na fase de grupos da Copa do Mundo, por 4 a 0. A publicação afirma que um conhecido apostador, que já "comprou" resultados de partidas no passado, teria dito, antes do duelo, que a partida seria 4 a 0 e teria um camaronês expulso - o que ocorreu.
"Há sete maçãs podres nesse time camaronês", disse o apostador em contato com o jornal, via Facebook.
Alex Song, jogador do Barcelona, foi expulso logo aos 40 minutos de jogo, quando o duelo ainda estava 1 a 0, após dar um soco inexplicavelmente nas costas de Mandzukic, em lance fora da bola.
A Croácia aproveitou a vantagem numérica para, na segunda etapa, abrir 4 a 0 e se manter viva na competição após dois jogos. Apesar disso, os croatas foram eliminados pelo México na rodada decisiva do Grupo A.
A Fifa já afirmou que não há evidências de que o jogo tenha sido armado.

NÃO ASSINEM NADA PEDINDO REFORMA POLÍTICA E CONSTITUINTE !!! É GOLPE É GOLPE DO PT.

       NÃO ASSINEM NADA É GOLPE

ATENÇÃO!!! ALERTA!!! ALERTA VERMELHO!!!!!

 FIQUEM ATENTOS O PT ATRAVÉS DAS IGREJAS CATÓLICAS, PROTESTANTES, SINDICATOS, OAB,UNE, 
CUT, MST, MTST,VIA CAMPESINA, PASTORAIS DE POLITICA, PASTORAIS DISSO E DAQUILO,MOVIMENTO NACIONAL CONTRA A CORRUPÇÃO E PELA DEMOCRACIA, ONGS, MOVIMENTOS VERDES, AVAAZ, CHANGE, PETIÇÃO PÚBLICA, ETC. PEDINDO QUE  ASSINEM PEDINDO A REFORMA POLITICA, CONSTITUINTE, DEMOCRACIA PARTICIPATIVA.. CUIDADO!!!!
NÃO ASSINEM, NÃO ASSINEM NADA QUE OS PADRES, PASTORES, DIRIGENTES SINDICAIS, PSEUDOS LIDERES ESTUDANTIS E OUTROS PEÇAM É GOLPE PARA ACABAR COM A DEMOCRACIA... É GOLPE!!!! NÃO CAIAM NO CONTO DO VIGÁRIO, VIGARISTAS QUE QUEREM IMPLANTAR O COMUNISMO NO BRASIL.

ESTÁ CHEIO DE COMUNISTAS, TERRORISTAS DISFARÇADO DE PADRE, PASTOR,ESTUDANTES, SINDICALISTAS, ADVOGADOS,MÉDICOS, ETC... NÃO ASSINEM NADA...



Folhetos como estes estão sendo distribuídos nas igrejas ao final das missas.

padre da igreja católica de tubarão sc esta entregando folha na missa para levar para casa e assinar (coalizão pela reforma politica democrática eleições limpas ) mandado pela CNBB POR FAVOR NÃO ASSINE . isso é plebiscito golpe do PT,

Este Padre e outros parócos comunistas, a CNBB não estão seguindo o PAPA FRANCISCO, não estão seguindo as orientações papais, eles estão C& A para que o Papa falou sobre o comunismo, sobre os ensinamentos de Jesus, esses padres comunistas da CNBB estão servindo ao PT, ao Comunismo, são agentes socialistas que não representam a verdadeira IGREJA DE CRISTO, A IGREJA DE PEDRO E PAULO. 
O CRISTÃOS EVANGÉLICOS ESTÃO SENDO ENGANADOS POR FALSOS PASTORES, PROFETAS, PELOS SERVIDORES DO DIABO QUE NÃO SEGUEM A PALAVRA DE DEUS.

ACORDEM, NÃO ASSINEM NADA!!!!!


A censura do PT e seus MAVS derrubaram novamente a página do Meu Professor de História mentiu pra mim. -os socialistas, marxistas,comunistas odeiam verdades!!

Em tempos de ditadura socialista, comunista do PT e seus asseclas, verdades não podem ser ditas e divulgadas nas redes sociais que os agentes do PT- MAVs (militantes de Ambiente Virtuais) derrubam as páginas de combate à corrupção, foro de são paulo, comunistas, socialistas e marxismo cultural para que as pessoas não tomem conhecimento da verdade e que são enganadas por esse pessoal que há 20 anos está no poder, disseminando a cultura marxista, seguindo um modelo gramsciano para acabar com a moral judaico cristã em uma verdadeira lavagem cerebral, lobotomizando e levando todos para a idiotia esquizofrênica esquerdopatia.


A esquerda vem tomando as forças do estado de direito do cidadão comum . Pessoas que acreditaram na filosofia comunista , mesmo vendo os exemplos drásticos, em todo o mundo, que sua inteligência "suma" ou "onisciente" fosse superar a deturpação das idéias que o comunismo traz aos comandantes do Poder...assim, integralizaram dentro do sistema de educacional histórias antipatrióticas e desfavoreceram os militares a tal ponto que a população passou a achar que eles eram ruins. Os comunistas , também utilizam a mídia de forma a lançar idéias deturpadas sobre os militares e sobre a Pátria , bandeira, em que o brasileiro passou a esquecer o que era ser brasileiro...bandeira só em dia de jogo.



Nossa página no Facebook foi derrubada, de novo

Atenção seguidores da página "Meu professor de História mentiu pra mim", vejam só o que aconteceu! Ontem (domingo 29 de junho de 2014), o blog publicou um relatório de 14 páginas refutando as mentiras contadas no blog "Socialista Morena", de Cynara Menezes, empregada da Carta Capital, o pardieiro que os petistas chamam de revista. Em uma legitima demonstração de como a esquerda entende a democracia, os leitores lobotomizados da Carta Capital organizaram um ataque em massa, o qual levou o Facebook a apagar nossa página. Já é a segunda vez que eles tentam nos calar por ousarmos revelar as mentiras que eles contam para iludir o povo e criar uma massa de alienados enganados que dão sustentação à ditadura petista que se aplaca no Brasil. Conforme fizemos da primeira vez, estamos tomando providências. Até, nosso canal de comunicação prioritário será o perfil @alunodehistoria, no Twitter. Criem conta nessa rede e nos encontrem lá. Segue o link para o texto que motivou o ataque.